Em 7 de setembro

Leandro Z. G.
Renato F.

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Mão Dupla - Agosto 2010

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Trânsito: Uma questão de mudança comportamental - 26/6/2007

Como educar para o trânsito numa cultura reconhecida por sua impontualidade, desperdício, incompetência, irresponsabilidade e jeitinho brasileiro de resolver as coisas? Queremos trabalhar uma mudança de cultura, mas antes de mudar o comportamento dos brasileiros, precisamos conhecer a alma deste povo. Como cada brasileiro lida com as leis? E com aspectos do coletivo? Como “vender” disciplina ao brasileiro? Não há como aplicar disciplina e educação no trânsito, aplicando isto ao coletivo, sem levarmos em consideração as diferenças regionais, pois a disciplina na cabeça de um baiano é diferente de disciplina na cabeça de um gaúcho. Cada vez mais o trânsito se mostra complexo em nossa sociedade. A cada dia se apresentam novas e desafiantes problemáticas aos que têm a tarefa de administrá-lo ou entendê-lo com o objetivo de propor novas soluções. Não é possível entender o trânsito sem compreender fenômenos de ordem social, pscológica, educacional, econômica e até mesmo política. Devemos observar que a problemática maior está naqueles motoristas, que por falha na educação venham a desorganizar todo o sistema de trânsito. Assim ocorrem os desastres (não mais acidentes) que vêm matando e ferindo milhares de brasileiros. Os números não sensibilizam, corremos o risco de nos acostumarmos com eles, de banalizarmos a dor, a desgraça e a tragédia que é perder uma só vida que seja, por um problema que poderia ser completamente evitável. O trânsito é uma questão de comportamento social, pois envolve grupos, diversas classes sociais e mata indiscriminadamente. Poderíamos dizer que a mortalidade no trânsito é democrática, atingindo todas as pessoas, sem diferenciação social, educacional, religiosa ou política. Não podemos, portanto, falar em futuro sem falar em educação, algo tão precário em nossa sociedade, mas que deve objetivar um aprofundamento da tomada de consciência da realidade, questionar a “naturalidade” dos fatos sociais, entre eles o Trânsito, e nos fazer perceber que a realidade não é imutável. É preciso acreditar que a Educação não serve só a sociedade, mas, principalmente, à mudança social. Acreditar que o ato humano de educar existe no trabalho pedagógico e no ato político por um outro tipo de sociedade, para um outro tipo de mundo, para um outro tipo de trânsito. Precisamos assumir o papel de agentes da história e representarmos a vida. José Pecci de Lima Chefe da 12ª Delegacia PRF São Borja/RS

 

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